O Poder Público na organização do Mercado da Radiocomunicação

Entrevistado: Everaldo Gomes Ferreira

Como a AERBRAS pode ajudar o poder público na organização do espaço radioelétrico?

R – Oferecendo serviços dentro das respectivas faixas de freqüência autorizadas, com produtos certificados pela Anatel, respeitando as normas e legislação pertinentes, isto é, respeitando os parâmetros aprovados e os níveis de RNI. Outro aspecto muito importante é nos comunicar irregularidades encontradas em campo.

Quais são as ações da Anatel para fiscalizar e coibir as irradiações de sistemas de telecomunicações clandestinos?

R – Dentro de sua competência maior, que é manter o espectro limpo é interromper, apreender e representar criminalmente contra os infratores. Somente este ano foram alvos, cerca de 2.000 estações clandestinas.

Quais as ações em conjunto com a AERBRAS e o empresariado do setor de telecomunicações podem empreender para combater o contrabando e o descaminho?

R – Primeiramente não ofertando produtos de origem duvidosa. Denunciando a Anatel e a própria Receita Federal. Também temos que incentivar a produção nacional de equipamentos.

Pergunta sobre Sustentabilidade.

R – Creio que esse segmento tem muito campo para ser atingido. Partir para um mapeamento do setor e de seus profissionais (credenciamento) Criando parâmetros de custo. Criar a imagem da Qualidade dos serviços oferecidos por profissionais associados. Vide selo do café. Criar uma Ouvidoria para sanear o meio dos ?curiosos?.

Qual é a visão estratégica da Anatel em face ao crescimento da economia brasileira e suas repercussões no ambiente do setor de telecomunicações?

R – Telecomunicação é infra-estrutura para o desenvolvimento, acesso a ela é um direito do cidadão. Alem da oferta em quantidade, temos que melhorar e muito a qualidade dos serviços oferecidos. Temos que investir também na formação de novos profissionais.

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