Qualidade

Padronização de Serviços de Telecomunicações

Conceito

Hoje o mesmo rádio móvel, base ou repetidora comercializado oficialmente no mercado brasileiro, funciona com graus de eficiência completamente diferentes, causando muitas vezes prejuízo e frustração para o consumidor. Tal fato não ocorre por ineficiência dos fabricantes, mas sim por diversos fatores, sendo o principal deles a falta de padronização das instalações e a inexistência de uma norma técnica que constitua pedra angular para todos os atores do setor, fabricantes, distribuidores , revendas e até consumidores, que muitas vezes realiza trabalhos de modo inadequado por falta de esclarecimento. A Padronização de serviços busca estabelecer, em relação a problemas existentes ou potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva, com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem, em um dado contexto.

Outrossim cabe salientar que os problemas ocorrem não somente no âmbito técnico, mo âmbito da arquitetura das redes, identificações das topologias que mais se adequem às necessidades há erros calamitosos, que imputam severas perdas aos consumidores tanto privados como públicos.

Nesse sentido, caba a a AERBRAS enquanto entidade do terceiro setor preencher esta lacuna que hoje constitui uma das grandes chagas de nosso nicho de atuação. Assevere-se que não obstante os problemas já relatados ainda passamos por uma fase de up-grade de tecnologias, com equipamentos digitais que requerem maior capacitação técnica para serem postos em utilização de modo eficaz.

Pelos motivos acima expostos apresentamos abaixo um plano de Sistematização e Certificação de Serviços que estruturar-se-á pelas normas que serão construídas conjuntamente com todos atores de nosso mercado (fabricantes, distribuidores, revendas, consumidores, etc).

Sistematização

Porque a AERBRAS é o Ambiente Ideal para Implementar essas Políticas? Quais as Outras Vantagens da Padronização?

Comunicação: Proporciona os meios necessários para a troca adequada de informações entre clientes e fornecedores, com vista a assegurar a confiança e um entendimento comum nas relações comerciais;

Simplificação: Reduz as variedades de produtos e de procedimentos, de modo a simplificar o relacionamento entre produtor e consumidor;

Proteção ao Consumidor: Define os requisitos que permitam aferir a qualidade dos produtos e serviços;

Segurança: Estabelece requisitos técnicos destinados a assegurar a proteção da vida humana, da saúde e do meio ambiente;

Economia: Diminui o custo de produtos e serviços mediante a sistematização, racionalização e ordenação dos processos e das atividades produtivas, com a conseqüente economia para fornecedores e clientes;

Eliminação de barreiras: Evita a existência de regulamentos conflitantes, sobre produtos e serviços, em diferentes países, de forma a facilitar o intermédio comercial.

Padronização de Serviços de Telecomunicações

O processo de elaboração de normas técnicas está apoiado em princípios, que são fundamentais para que todos os objetivos da normalização sejam atendidos e para que ela seja eficaz na sua aplicação e reconhecida por todos.

Voluntariedade – A participação em processo de normalização não é obrigatória e depende de uma decisão voluntária dos interessados. Essa vontade de participar é imprescindível para que o processo de elaboração de normas ocorra. Outro aspecto que fundamenta a voluntariedade do processo de normalização é o fato de que o uso da norma também não é obrigatório, devendo ser resultado de uma decisão em que são percebidas mais vantagens no seu uso do que no não uso.

Representatividade – É preciso que haja participação de especialistas cedidos por todos os setores – produtores, organizações de consumidores e neutros (outras partes interessadas tais como universidades, laboratórios, institutos de pesquisa, órgãos do governo), de modo que a opinião de todos seja considerada no estabelecimento da norma. Dessa forma, ela de fato reflete o real estágio de desenvolvimento de uma tecnologia em um determinado momento, e o entendimento comum vigente, baseado em experiências consolidadas e pertinentes.

Paridade – Não basta apenas a representatividade, é preciso que as classes (produtor, consumidor e neutro) estejam equilibradas, evitando-se assim a imposição de uma delas sobre as demais por conta do maior número de representantes. Assim, deve-se buscar assegurar o equilíbrio das diferentes opiniões no processo de elaboração de normas.

Atualização – A atualização do processo de desenvolvimento de normas, com a adoção de novos métodos de gestão e de novas ferramentas de tecnologia da informação, contribui para que o processo de normalização acompanhe evolução tecnológica. Esse princípio de atualização deve ser constantemente perseguido para que a normalização atenda à intensa demanda considerando que uma norma defasada tecnologicamente fatalmente cairá no desuso.

Transparência – Todas as partes interessadas devem ser disponibilizadas, a qualquer tempo, as informações relativas ao controle, atividades e decisões sobre o processo de desenvolvimento de normas técnicas.

Objetividade – O processo de normalização deve ter regras e procedimentos simples e acessíveis, que garantam a coerência, a rapidez e a qualidade no desenvolvimento e implementação das normas.

Consenso – Para que uma norma tenha seu conteúdo o mais próximo possível da realidade de aplicação, é necessário que haja consenso entre os participantes de sua elaboração. Consenso é processo pelo qual um Projeto de Norma deve ser submetido, compreendendo as etapas de análise, apreciação e aprovação por parte de uma comunidade, técnica ou não. A finalidade desse processo de consenso é o de atender aos interesses e às necessidades da coletividade, em seu próprio beneficio. Não é uma votação, mas um compromisso de interesse mútuo, não devendo, portanto, ser confundido com unanimidade.

Resultados da Aplicação das Politícas Supra

Organização do mercado;

Constituição de uma linguagem única entre produtor e consumidor;

Qualidade de produtos e serviços;

Padronização de Serviços de Telecomunicações

Orientar as concorrências públicas no sentido as melhores topologias e arquiteturas de rede disponíveis;

Aumento da produtividade, com conseqüente redução dos custos de produtos e serviços, a contribuição para o aumento da economia do país e o desenvolvimento da tecnologia nacional.

Recuperação do status para nosso nicho de atuação de fornecedores de tecnologia;

Estruturação das Metodologias

Criar documentos que estabeleçam regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados. “Documento Normativo” é um termo genérico que engloba documentos como normas, especificações técnicas, códigos de prática e regulamentos. Os termos para diferentes tipos de documentos normativos são definidos considerando o documento e seu conteúdo como uma entidade única.

Tal documento deve ser estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido (USP), que fornece, para uso comum e repetitivo, regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando à obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto.

Objeto da Normalização

Construir Regulamento que estabeleça requisitos técnicos, seja diretamente, seja pela referência ou incorporação do conteúdo de uma norma, de uma especificação técnica ou de um código de prática. Um regulamento técnico pode ser complementado por diretrizes técnicas, estabelecendo alguns meios para obtenção da conformidade com os requisitos do regulamento, isto é, alguma prescrição julgada satisfatória para obter conformidade.

O processo de regulamentação técnica é o meio pelo qual os governos estabelecem os requisitos de cumprimento compulsório relacionadas principalmente à saúde, segurança, meio ambiente, defesa do consumidor e prevenção de práticas enganosas de comércio.

Tais normas teriam aplicação obrigatória em virtude de uma lei geral, ou de referência exclusiva em um regulamento.